
Assim como muitas outras pessoas, sou um dos que anda por essa cidade quase todos os dias de um canto ao outro e através do transporte público coletivo. Conheço quem discrimine o velho ônibus, mas pra mim é bobagem. Aliás, esse pensamento não ajuda, muito pelo contrário. Se uma parcela da população palmense ignora o coletivo porque anda de carro perde-se uma força em prol de melhorias. Mas a realidade é que estamos numa cidade onde a força do pensamento provinciano é forte e, entre outros muitos outros exemplo, se você não tem um carro está submetido a péssima qualidade dos serviços de transporte.
Falar da falta de qualidade dos serviços prestados é pouco. Os problemas pulam todo o tempo diante dos nossos olhos, mas a força mobilizadora é pouca (e eu tenho minhas hipóteses para tal) e sem mobilização através de um pensamento coletivo semelhante, as transformações não chegam, ficam submetidas à vontade das "forças maiores": sindicatos em relações promíscua com empresas; e um poder político no mínimo "esquisito" graças, também, à vista grossa da nossa imprensa mais "poderosa".
E quando falo de um pensamento coletivo semelhante não defendo a bandeira de grupos à sombra de partido político. Muito pelo contrário, as pessoas deviam ser cada vez mais anarquistas nos aspectos políticos e pessoal, se libertar de linhas de pensamento fechadas de qualquer natureza que seja. O pensamento que defendo é em prol de melhorias para o lugar no qual vivemos, não importa de qual setor poderoso da sociedade venha.
Ano que vem teremos eleições, não é mesmo? Que tal, de certa forma, levantar os problemas a serem solucionados em Palmas para além das propostas de campanha? Essa não deixa de ser uma das propostas deste blog.
*O mapa acima é pra lembrar de que Palmas não é só Plano Diretor. Há (muita) vida depois da ponte do CEULP ULBRA.